The Brazilian transportation infrastructure features according to the Global Competitiveness Report 2013- 2014, prepared by the World Economic Forum, one of the worst situations in the world, position 114th of 148 countries. This situation is directly impacted by the severe fiscal restraint in discretionary spending, in other words, the public investment the country faces. Thus, the government is almost unable to directly hire services and works to expand the infrastructural grid and ensure an increase in the competitiveness of domestic industry. Currently, total public investments are below 2% of the GDP. In this sense, some economists calculates and suggests a minimum investment of 3% of GDP in order to replace the depreciation of fixed capital per capita without therefore ensure the expansion of the sector. Thus, promoting the expansion of transportation infrastructure in the country will necessarily go by the private sector, not only for the construction and management of new projects, but also through a significant share of the funding of those projects, given that public banks, historically the largest capital providers to the sector, also suffer from saving restrictions that make it impossible to allocate resources for this purpose. However, for private funding occurring in the sector is necessary to have structural conditions that will attract institutional investors, major long-term country savers, to invest in new sector projects. This article aims to identify in partnership with the pension funds (EFPCs), the main challenges and obstacles that hindered investments in infrastructure debentures in the country. To reach the desired result the author promotes data collection, by applying a semi-structured questionnaire answered by the managers of the EFPCs interviewed. This article is part of the research that supports the dissertation to be presented at the Civil Engineering Post Graduation program at the USP Polytechnic School.

A infraestrutura de transportes do Brasil apresenta segundo o Relatório de Competitividade Global 2013- 2014, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, uma das piores situações do mundo, posição 114 de 148 países. Tal situação é diretamente impactada pela grave restrição fiscal sob gastos discricionários, em outras palavras, investimentos públicos, que o país enfrenta. Dessa maneira, a administração pública praticamente fica impossibilitada de contratar diretamente serviços e obras que expandam a malha de infraestrutura e garanta um aumento da competitividade da indústria nacional. Atualmente, os investimentos públicos totais situam-se abaixo de 2% do PIB brasileiro. Nesse sentido, alguns cálculos de economistas sugerem investimentos mínimos da ordem de 3% do PIB para que haja reposição da depreciação do capital fixo per capita sem, portanto, garantir a expansão do setor. Assim, a promoção da expansão da infraestrutura de transporte no país passará necessariamente pela participação do setor privado, não só para a construção e gestão de empreendimentos, mas também através de uma significativa participação do funding de novos empreendimentos, haja vista que bancos públicos, historicamente os maiores provedores de capital para o setor, também sofrem com restrições de poupança que os impossibilitam a direcionar recursos para essa finalidade. Porém, para que ocorra o ingresso de fundingprivado no setor é necessário que haja condições estruturais que atraiam investidores institucionais, principais detentores de poupança de longo prazo do país, a investir em novos projetos do setor. O presente artigo visa identificar junto às entidades fechadas de previdência privada (EFPCs), os principais desafios e entraves que vêm impedindo os investimentos em debêntures de infraestrutura no país. Para se chegar ao resultado pretendido o autor promove uma coleta de dados, por meio de aplicação de um questionário semi-estruturado respondido pelos gestores das EFPCs entrevistadas. O presente artigo integra a pesquisa que embasa a dissertação de mestrado a ser apresentada no programa de Pós- Graduação de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP.