We have been reading and listening about an eventual bubble in the Brazilian housing market since the USA subprime crisis. During the years of the Brazilian economic prosperity, the sales volume of the housing market raised 20 times from 2007 to 2014. In the same period the housing nominal prices increased 5 times and the construction costs lifted 2,5 times. From December 2014 to December 2015, while there was a GDP contraction of nearly 4%, the sales volume fell 38%, the housing nominal prices dropped 4% and the construction costs still raised 7%. In the context of an economic crisis with growing unemployment, income reduction and lots of uncertainty about the future, half of the developers listed at BOVESPA stock market was still operating with healthy profit margins while the other half was still facing difficulties as they used to do during the prosperity years. In financial market, in spite of the increasing of delays of the mortgage instalments, the delinquencies were stable around 2% and a systemic crisis generated in the housing market is no expected. So far, in spite of the inflection of the housing price curve, there are no signs that it would be diving in a devaluation that could be called “bubble burst”.

Temos lido e ouvido sobre eventual bolha no mercado residencial brasileiro desde a crise do” subprime” do mercado residencial dos Estados Unidos. Durante os anos de prosperidade econômica brasileiro recente o volume de vendas do mercado residencial aumentou 20 vezes desde 2007 até 2014. No mesmo período aumentaram 5 vezes os preços nominais das residências e os custos de construção aumentaram 2,5 vezes. De dezembro de 2014 a dezembro de 2015, durante a contração do PIB de aproximadamente 4%, o volume de vendas do setor imobiliário residencial caiu 38%, os preços caíram 4% em termos nominas e os custos de construção continuaram aumentando em 7% ao ano. No contexto de crise econômica com aumento do desemprego, redução da renda e incertezas sobre o futuro da economia, metade das empresas do setor de incorporação imobiliária com capital aberto na BOVESPA continua operando com margens saudáveis enquanto a outra metade permanece em dificuldades, não muito diferente dos anos de prosperidade. No sistema financeiro, apesar do aumento dos atrasos nos pagamentos das parcelas dos financiamentos, a inadimplência permanece próxima de 2% e não se avista uma crise sistêmica gerada no mercado imobiliário. Até aqui, apesar da inflexão na curva dos preços dos imóveis não há indicações de que estaríamos mergulhando numa desvalorização que pudesse ser denominada “ estouro da bolha”.