The North American shopping center market is considered one of the most mature in the world, having the highest GLA (Gross Leasable Area)/1.000 inhabitants ratio among all the countries, which is higher than 2.000 m /1.000 inhabitants, and one of the biggest market shares on national retail (56%). However, in the last years, the number of closing of commercial centers in the USA is multiplying and, according to Green Street Advisors, an American real estate analysis company, 15% of this universe will close or will be converted into non-retail space within the next 10 years.

In Brazil, despite having a much more incipient market than the American one, it is already starting to emerge signs of oversupply in some specific cities, especially in those where there have been a really accentuated number of new shopping malls since 2011, for example Sorocaba, Limeira and Londrina. With the current economic situation of the country and the negative perspectives, cases like these tend to rise during the next years.

This scenario brings with itself the emerge of investment opportunities for the revitalization of these large spaces, both for the private and the public sectors. In this article, it will be presented some alternatives that can be applied to the Brazilian scenario, based on what has been done in other countries, especially in the USA.

It is concluded that the philosophy of revitalization of empty Shopping Centers is essential to extend the lifespan of these assets. In the same way that there is a constant change in the habits and the culture of the society as the years go by, the malls cannot stay stagnated in time, being indispensable that they assume a dynamic position of an “alive organism” under constant evolution. 

O mercado norte-americano de Shopping Centers é considerado um dos mais maduros do mundo, possuindo o maior índice de ABL (Área Bruta Locável)/1.000 habitantes dentre todos os países, maior que 2.000 m /1.000 hab, e uma das maiores participações nas vendas do varejo nacional (56%). Apesar disso, nos últimos anos multiplicam-se os casos de fechamento de centros comerciais nos Estados Unidos e, segundo análise da Green Street Advisors, empresa americana de análise de dados do segmento de real estate, 15% deste universo será fechado ou convertido em um espaço não-comercial nos próximos 10 anos.

No Brasil, apesar de ter um mercado muita mais incipiente quando comparado ao dos Estados Unidos, já começam a surgir sinais de sobreoferta em algumas cidades específicas, especialmente naquelas onde houve um surgimento bastante acentuado de novos shoppings desde 2011, como Sorocaba, Limeira e Londrina. Com a atual situação econômica do país e as perspectivas negativas, esses casos tendem a aumentar ao longo dos próximos anos.

Este cenário traz consigo o surgimento de oportunidades de investimento na revitalização destes amplos espaços, tanto para o setor privado, quanto para o público. Serão apresentadas neste artigo algumas alternativas que possam ser aplicadas no cenário brasileiro, com base no que vem sendo feito em outros países, especialmente nos Estados Unidos.

Conclui-se que a filosofia de revitalização de shoppings vazios é essencial para prolongar a vida útil dos empreendimentos. Assim como existe uma constante mudança de hábitos e costumes da sociedade com o passar dos anos, estes ativos não podem permanecer estagnados no tempo, sendo imprescindível que sejam “organismos vivos” em constante evolução.