This paper presents an empirical study of the new residential buildings produced by formal market in São Paulo in 2006.and his affordable adjustment to the city’s families income. The basic data for the research comes from a monthly survey made by EMBRAESP. This information has permitted to estimate quantity and prices and related them with family income. First the search look for the financing conditions to prepare a table relating the units affordable to each income brackets. After, the offer’s distribution by the price for each income bracket, prior defined, was tabulated. Finally, the familiar income distribution was tabulated, and both curves were overlapped. The findings points an residential offer disproportional increase for the families with income upper than 35 minimum wages and is null for families with income under 5,8 minimum wages. Either, the results show a notable close adjustment of the offer to the demand in the intermediary bracket from 10 to 35 minimum wages. Either, findings show a big gap in the market: families with 5 to 10 minimum wages income (a quarter of the total and a half of the formal market) were being neglected for the formal production than the publics housing programs and politics. This would inspire further studies about de consequences and the development of intervention possibilities.

Este artigo apresenta um estudo empírico dos novos edifícios residenciais produzidos pelo mercado formal em São Paulo em 2006, e sua adequação ao perfil da capacidade de compra das famílias da cidade. Os dados básicos são da pesquisa mensal da EMBRAESP. Estas informações têm permitido estimar as quantidades e preços e relacioná-los com a renda familiar. Primeiro pesquisou-se as condições de financiamento vigentes para preparar uma tabela relacionando os valores dos imóveis que podiam ser adquiridos para cada faixa de renda. Em seguida tabulou-se a distribuição da oferta pelo seu preço para cada faixa de renda definida anteriormente. Por fim tabulou-se a distribuição de renda familiar, e sobrepôs-se as duas curvas. Os resultados indicam que a oferta residencial aumenta desproporcionalmente para famílias com renda a partir de 35 salários mínimos. e é nula para famílias com renda inferior a 5,8 sm. Também verificou-se um notável ajuste da oferta à demanda na faixa intermediária de 10 a 35 sm Também localizou-se um “limbo” de mercado: famílias com renda familiar entre 5 e 10 sm (um quarto do total e metade do mercado formal) estavam sendo negligenciadas tanto pela produção formal quanto pelos programas e políticas habitacionais governamentais. Isto inspiraria estudos das conseqüências e desenvolvimento das possibilidades de intervenção.