Alternative forms of production, distribution and consumption of housing are adopted by the poorest people because of problems in the socio-economic order, constituing an "informal housing market". The informal housing are produced with the combination of factors, land, labour and capital, unlike the practices of the formal housing market, showing like attributes the insecurity and lawlessness. From the economic point of view, to the Marxist theory, these houses do not constitute "goods" because they would have only "value in use", therefore, they would not be viable for driving in the formal market, regardless of their condition of regularity. This interpretation confronts theories that observe in the complete procedure of the informal housing market property, the pre-condition for the transformation of housing in "economic active". That discussion, apparently just of theoretical subject, is essential to the public policy intervention in the informal market, but insufficient to base strategies to the urban and urbanistic integration of these urban centers in the city, such as the programs of adjustment and urbanization of slums. This article argues that is also with investments in urbanization and infrastructure that allows the insertion of such dwellings in the formal market, due not only to the transfer of title or use, but due to the urbanistic attributes which are households.

Formas alternativas de produção, distribuição e consumo de moradias são adotadas pela população mais pobre, em função de problemas de ordem sócio-econômica, constituindo um “mercado informal de moradias”. As moradias informais são produzidas com a articulação dos fatores, terra, trabalho e capital, diferentemente das práticas do mercado imobiliário formal, apresentando como atributos a precariedade e a ilegalidade. Sob o ponto de vista econômico, para a teoria marxista essas habitações não se constituem “mercadorias”, pois teriam apenas “valor de uso”, portanto, não seriam viáveis para circulação no mercado formal, independentemente da sua condição de regularidade. Essa interpretação confronta teorias que vêem na formalização da propriedade das moradias do mercado informal, a pré-condição para a transformação da moradia em “ativo econômico”. Essa discussão, aparentemente apenas de conteúdo teórico, é essencial para políticas públicas de intervenção no mercado informal, mas insuficiente para embasar estratégias de inserção urbana e urbanística desses núcleos na cidade, como por exemplo, os programas de regularização e urbanização de favelas. Este artigo defende que é também com investimentos em urbanização e infra-estrutura que se possibilita a inserção dessas habitações no mercado formal, devido não só à titulação ou cessão de uso, mas devido aos atributos urbanísticos que lhe são agregados.