The high mobility of capital and the process of financialization characteristic of contemporary capitalism certainly have affected the Brazilian real estate market in the last decade. The northeastern region has seen intense changes in the way of performance of real estate capital, often motivated by the development of tourism, which is not only attracting international investments as well as large national companies who enter into partnerships with local groups to explore the regional market. Two patterns of activity can be perceived, namely: the role of national companies in producing high rates of default for the consumer market and the launch of mega projects related to tourism which amounted to approximately 30,000 units targeted for the international market for second homes. Although launched after 2006, most enterprises have not yet taken place, pointing to obstacles to its implementation among which we can cite the international crisis of 2009 and restrictions on urban and environmental legislation. The growth and modernization of the market are evident, but it is understood that some peculiarities need to be studied, especially regarding the association between financial capital, capital and real estate joint tourism as the fostering of the emergence of a new market.

A alta mobilidade do capital e o processo de financeirização característicos do capitalismo contemporâneo certamente vêm afetando o mercado imobiliário brasileiro na última década. A região nordeste tem sido palco de intensas alterações na forma de atuação do capital imobiliário, muitas vezes motivadas pelo desenvolvimento da atividade turística, que vem atraindo não somente investimentos internacionais como também grandes empresas nacionais que firmam parcerias com grupo locais para exploração do mercado regional. Dois padrões de atuação podem ser percebidos, quais sejam: a atuação de empresas nacionais na produção de apartamentos de alto padrão para o consumidor interno e o lançamento de mega-empreendimentos associados ao turismo que somavam aproximadamente 30.000 unidades direcionadas para o mercado internacional de segundas residências. Apesar de lançados a partir de 2006, a maior parte dos empreendimentos ainda não se realizou, apontando para se entraves para a sua concretização dentre os quais se podem citar a crise internacional de 2009 e restrições da legislação urbanística e ambiental. O crescimento e modernização do mercado são evidentes, porém entende-se que algumas peculiaridades precisam ser estudadas, principalmente no tocante à associação entre o capital financeiro, o capital imobiliário e a atividade turística enquanto articulação fomentadora do surgimento de um novo mercado.