The Master Plan of São Paulo Municipality offers possibilities of financial feasibility to private enterprises to build affordable housing for low-income population. In Special Zones of Social Interest (ZEIS) the land division and building implementation have a mandatory allocation of 40% of their total for social housing (HIS) and up to more 40% for popular housing (HMP). The social house (HIS), with an area up to 50 sqm plus parking space, is intended for families with income limited to six times the minimum wage. The popular house (HMP), with an area up to 70 sqm plus parking space is intended for income limited to sixteen times the minimum wage. In ZEIS-2, for underutilized lands not covered by buildings it is granted the right to build up to two and a half times the plot area for social housing (HIS) and popular housing (HMP), without the incidence of the onerous factor fee. In ZEIS-3, with a majority of underutilized land, but endowed with infrastructure, it is granted the right to build up to four times the plot area for social housing (HIS) and popular housing (HMP), without the incidence of the onerous factor fee. The production of housing for low-income population using CEF ́s financing (Federal Savings Bank) is limited to five hundred units. The design of integrated urban development incorporates the right for housing infrastructure, sanitary equipment and social services. The sustainability concept requires application of technologies for environment preservation. For buyers with an income of five to eight times the minimum wage, in case of facing income loss, CEF refinances the debt in twenty four installments. And, for buyers with an income of eight to ten minimum wages, CEF refinances the debt in twelve installments. Thus, the builder develops the enterprise and the buyer can assume an investment compatible with their financial capacity, without unforeseeable risks.

O atual Plano Diretor do município de São Paulo viabiliza empreendimentos privados no atendimento de moradia popular para a população de baixa renda. Nas Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) o parcelamento do solo e a execução de edificações têm destinação obrigatória de 40% de seu total para habitação de interesse social (HIS) e até mais 40% para habitação de moradia popular (HMP). A habitação de interesse social (HIS) com área útil de até 50 m2 e uma vaga para automóvel é destinada a famílias com renda limitada a seis salários mínimos. A habitação de moradia popular (HMP) com área útil de até 70m2 e uma vaga para automóvel é destinada a renda limitada a dezesseis salários mínimos. Nas ZEIS-2, compreendendo glebas não edificadas ou subutilizadas é concedido o direito de construir sem outorga onerosa até coeficiente de aproveitamento 2,5 para habitação de interesse social (HIS) e habitação de moradia popular (HMP). Nas ZEIS-3, com predominância de terrenos subutilizados, mas dotados de infra-estrutura, é concedido o direito de construir gratuitamente até coeficiente de aproveitamento 4,0 para habitação de interesse social (HIS) e habitação de moradia popular (HMP). A produção de habitações para a população de baixa renda através da CEF está limitada a 500 unidades. A concepção de desenvolvimento urbano integrado incorpora à habitação o direito a infra-estrutura, saneamento básico, equipamentos e serviços sociais. No conceito sustentabilidade temos tecnologias voltadas para a preservação do meio ambiente. Quanto ao aspecto econômico, no caso de perda de renda pelo mutuário, a CEF refinancia a dívida de 24 prestações para comprador com renda de cinco a oito salários mínimos e 12 prestações para renda de oito a dez salários mínimos. Assim, o construtor desenvolve seu empreendimento com o mutuário tendo atendimento compatível com sua capacidade financeira, sem riscos imprevisíveis.