Climate change is causing increasing impacts, many already known. One is the rise in sea level that, according to reports from the IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change will be between 0.26 and 0.59 meters by the year 2100 and between 4 and 6 meters by the year 2300. Furthermore, with the total thawing Greenland and Antarctic West it is estimated that this level go to 5-7 meters. This article aims to simulate the possible property damage resulting from climatic effects on the island of Florianopolis, Santa Catarina, Brazil. The research is classified as descriptive, conducted through a desk research and empirical evaluation of the simulated effects and costs involved in increasing sea level, with the case study of the island of Florianopolis. The Island has much of its territory at low altitudes, with up to 5 meters above sea level, especially, the beaches of Jurere, Campeche and Ingleses, and the main avenues: Beira Mar Norte and Baía Sul. The increased level of 0.59 meters to sea does not provide great losses of land and values, but the forecast increase in 5 meters in sea level is very serious, since the island will be divided into several islands and much of the land and developments of high financial value will be below sea level, among them: the international airport Hercílio Luz and many beaches. This increases the possibility of speculation on the future land affected regions. Mitigate negative impacts is possible, however, this will cause a high cost and calculate it for the next 200 years is not feasible. There are several possible techniques to protect the city, but its implementation involves political problems and cost sharing. So, warning to the housing market and their partners about the importance of studies of the influence of increased sea level and the possible risks to the market.

As mudanças climáticas causam impactos crescentes, muitos já conhecidos. Um deles é o aumento do nível do mar que, segundo os relatórios do IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change poderá ser entre 0,26 e 0,59 metros até o ano de 2100 e entre 4 a 6 metros até 2300. E ainda, com o degelo da Groenlândia e da Antártica Oeste, estima-se que este nível atinja 5 a 7 metros. O presente artigo tem como objetivo simular os possíveis prejuízos imobiliários decorrentes de efeitos climáticos na ilha de Florianópolis, estado de Santa Catarina, Brasil. A pesquisa se classifica como descritiva, tendo sido realizada por meio de pesquisa documental e de avaliação empírica simulada dos efeitos e dos custos envolvidos no aumento do nível do mar, com o estudo de caso na ilha de Florianópolis. A Ilha tem grande parte de seu território com baixas altitudes, sendo até 5 metros acima do nível do mar, especialmente, as praias de Jurerê Internacional, Campeche e Ingleses e as avenidas principais: Beira Mar Norte e Baía Sul. O aumento do nível do mar em até 0,59 metros não prevê grandes perdas de terra e de valores; porém, a previsão de aumento em 5 metros no nível do mar é muito grave, pois a ilha se dividirá e grande parte dos terrenos e empreendimentos de alto valor financeiro ficarão abaixo do nível do mar, dentre eles: o aeroporto internacional Hercílio Luz e muitas praias. Isto aumenta a possibilidade de especulação futura sobre as terras nas regiões afetadas. Amenizar impactos negativos é possível; contudo, isso ocasionará um alto custo e calculá-lo para os próximos 200 anos é inviável. Existem várias possibilidades técnicas para proteger a cidade, porém sua implantação envolve problemas políticos e custos. Assim, alerta-se o mercado imobiliário e seus parceiros sobre a importância de estudos quanto à influência do aumento do nível do mar e os possíveis riscos ao mercado.