The debate on sustainable building has been growing in the last decade. Today we may say it has gained the international green agenda. One of the main questions is if is there a possible balance bettween the production of sustainable building and the provision of adequate housing for all? The housing production and dwelling (maintenance of everyday life) can take place within a great deal of cultural and socio economic constraints, therefore the environmental impact also has a huge range of variability. Housing as a basic and permanent need is the key for a more sustainable future. The traditional urban way of life not only consumes a great deal of environmental resources, as well as produces a proportional amount of waste. We may say that there might be a range of sustainability variation from perfect scenarios to viable ones. Over the last few years Brazil has been seing a fast grow of finational resources to support housing production and the implementation of housing programs. The stability of Brazilian economy has being the support for the endurance over the supply of finantial resources for housing production and for the building industry. It has openned up new possibilities for rethinking the ways housing and cities have been produced, in fighting housing deficit as much as in housing sustainability. There seams to have a great potencial within the convergence of the need for keeping the building sector growing and the implementation of governamental incentive programmes for sustainable building production. A variaty of governamental strategies has been taking place from the urban regulation within the “Estatuto da Cidade” towards housing programmes as “Minha Casa Minha Vida” and “Selo Casa Azul” , among many others, that are paving the way for enhancing possible governamental incentives for the sustainable building sector. What still seams to be missing is a cohesive and integrated urban policy. We envisage that planning strategies, grounded in integrated urban policies, within this financial context and a heated building market of abundant financing offers, might be a potential way for building a viable scenario towards urban democracy and more sustainable cities.

O debate acerca de edifícios sustentáveis tem crescido na última década. Podemos dizer hoje que ele faz parte da agenda verde internacional. Uma das questões fundamentais: é possível um equilíbrio entre a produção de edifícios sustentáveis e a provisão de habitação adequada para todos? A produção de habitação e o habitar (a manutenção e operação da habitação) podem se dar de diversas formas culturais, sociais e econômicas, e assim também podem ser variados os seus impactos no meio. O habitar como uma necessidade primária e permanente é chave para um futuro mais sustentável. O modo de vida urbano tradicional não apenas consome do meio uma quantidade enorme de recursos como também produz outra quantidade proporcional de resíduos. Neste sentido, podemos supor que existam cenários perfeitos e cenários viáveis. Ao longo dos últimos o Brasil teve grande avanço na disponibilidade de recursos dentro dos programas de financiamento habitacional. A estabilidade econômica brasileira tem sido base para a manutenção do financiamento para a produção habitacional e o setor de construção civil. Este fato abre novas possibilidades de repensar a forma como a habitação e as cidades são produzidas, seja no aspecto de combate ao déficit, seja no aspecto da sustentabilidade. Parece haver grande potencial na convergência entre a necessidade econômica de manter o setor de construção civil aquecido e a implantação de programas governamentais de incentivo para produção de edificações sustentáveis. Uma variedade de estratégias governamentais tem ganhado espaço com o Estatuto da Cidade e programas habitacionais como o Programa Minha Casa Minha Vida e certificações como o Selo Casa Azul, entre muitos outros, que abrem caminho para formas possíveis na concessão de incentivos públicos ao setor de construção sustentável. O que ainda parece fazer falta são políticas urbanas coesas e integradas. Consideramos que um planejamento estratégico, embasado em políticas urbanas integradas, dentro do contexto econômico favorável de um mercado aquecido e com financiamento abundante, pode ser um caminho potencial para a construção de um cenário viável de democracia urbana e cidades mais sustentáveis.