The new paradigm posed by the so-called “Modern Brazilian Architecture”, which emerged in the 1930‟sand was decisively established in the post-war period, gave rise to remarkable experiences and contributions, including in the field of affordable housing and vertical typologies. The technological advances seen in the last 40 years have altered our habits and ways of interacting with the space, we find that those advances have a tendency to happen with a greater diversity and a higher speed. Questioning the modern model of housing, seen as an inhabiting machine, this article intends to discuss the role of a pioneer modernist proposed occupation and vertical housing in the scope of the modernization process of city and country, in contrast to the new programmatic proposals of contemporary living in the verticalsocial housing. Reflecting on the housing spaces in the “information age”, which, in its specificities,couldn‟t be implemented in another context. We seek in this investigation a theoretical reflection in thelight of concepts and experiences about contemporary spaces, questioning the thinking and the meaning of the architectural place as a concept of the human experience. And assessing the transformations that occurred in the contemporary family and its ways of life, checking the impacts of the new information and communication technologies in the domestic and social everyday housing with flexible settings and alternative programmatic features that enable the adaptation to future functional, spatial, social and urban needs of the contemporary society and reinforcing the importance of the experiences of the Modern Movement for social housing and the vertical integration in cities in the varied and ample panorama of Brazilian architectural process.

Os novos paradigmas colocados pela chamada “Arquitetura Moderna Brasileira”, que surgiu nos anos1930 e se firmou decisivamente no segundo pós-guerra, deu origem a experiências e contribuições marcantes, inclusive no campo da moradia popular e das tipologias verticais. Os avanços tecnológicos que assistimos nos últimos 40 anos alteraram os nossos hábitos e formas de interagir com o espaço, verificamos que a tendência aponta para que esses avanços se apresentem com uma diversidade maior e se processem cada vez mais com mais velocidade. Questionando o modelo moderno da habitação, vista como máquina de habitar, o artigo pretende discutir o papel de uma proposta modernista pioneira de ocupação e habitação vertical no âmbito do processo de modernização das cidades e do país, em contraponto com as novas propostas programáticas do morar contemporâneo na habitação vertical deInteresse social. Refletindo sobre os espaços habitacionais da “era da informação”, que, por suasespecificidades, não poderiam ser implementados em outro contexto. Procuramos nesta investigação, fazer uma reflexão teórica à luz de conceitos e experiências sobre espaços contemporâneos, questionando o pensar e o significar do lugar arquitetônico enquanto conceito da experiência humana, avaliando as transformações ocorridas na família contemporânea e em seus modos de vida, verificando os impactos das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano doméstico e social do habitar e seu reflexo na concepção e nas demandas espaciais dos projetos de habitação social com configurações flexíveis e características programáticas alternativas que possibilitam a adaptação a futuras necessidades funcionais, espaciais, sociais e urbanas da sociedade contemporânea, reforçando a importância das experiências do Movimento Moderno para a habitação de interesse social e para o processo de verticalização das cidades no panorama variado e amplo da produção arquitetônica brasileira.