The last two decades have shown changes in how investments in transport infrastructure in Brazil is done. The improvement of regulation agencies, together with the increasing demand on high quality levels of infrastructure required for the industry and civil society suggests a scenario that puts into question the capacity of the public entity to provide sufficient investment in the country for the developing market and its population. In this unsettled environment, the privatization of the transport sector emerges as a market tendency and possible solution for this new business. Privatization of transport in Brazil took place during the 90s, and currently ranges from highways, municipal transport, ports and airports in Brazil. However, such investments are closely linked to public banks, such as BNDES and Caixa Econômica Federal. These banks have already demonstrated a weakening of resources. Therefore, it is necessary for the private sector to find ways of funding that support these investments. For this, the first step is to recognize what is the size of market that the private funding will have to absorb in the country. This article, based on the current scenario of the transport infrastructure in Brazil, aims to quantify the required need of investments in roads, railways, ports and airports. Also aims to recognize the limit of public funding for this type of investment, and then define how much resources of private funding is needed in the sector for the coming years. To this end, it was performed a survey of the national infrastructure, comparing it with the ones of countries with similar characteristics in order to quantify the demand for investments needed in Brazil. Annual government financial reports provide the public entity's ability to invest, and average management costs, recognized by the market, inform the future market size. This article incorporates the research that will be the inspiration of the dissertation to be presented in the program of Pós-Graduação de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP.

Nas duas últimas décadas, os modelos e meios de investimentos em obras de infraestrutura de transportes no Brasil têm passado por um intenso processo de mudança e adaptação. O aperfeiçoamento e rigidez dos órgãos de controle, somados com a demanda crescente em níveis ótimos de infraestrutura em transporte exigidos pela indústria e sociedade civil, sugerem um quadro que coloca em cheque a capacidade do ente público em prover ao país investimentos suficientes para um cenário estimulante de mercado e próspero a sua população. Nesse ambiente conturbado, a privatização do setor transportes surge como uma tendência de mercado e possível solução a nova dinâmica do negócio. Sua inserção no Brasil deu-se no meio da década de 90, e atualmente abrange desde rodovias, passa por transportes municipais, portos e aeroportos no Brasil. Todavia, tais investimentos estão intimamente ligados ao financiamento de bancos públicos como o BNDES e Caixa Econômica Federal, bancos estes que já demonstram esgotamento de recursos. Sendo assim, é necessário que a iniciativa privada encontre meios de funding que suportem esses investimentos. Para isso primeiramente, é necessário reconhecer qual o tamanho de mercado que ofunding privado terá que absorver no país. Este artigo visa a partir do cenário atual da infraestrutura de transportes no Brasil, quantificar as demandas necessárias de investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, reconhecer os limites de financiamento público para esse tipo de investimento, para então delimitar qual a dimensão de recursos de funding privado necessário ao setor nos próximos anos. Para tal, efetuou-se um levantamento sobre a infraestrutura nacional comparando-a com a de países com características similares a fim de quantificar a demanda de investimentos necessários ao Brasil. Relatórios de gastos anuais do governo fornecem a capacidade do ente público de investir e custos médios gerenciais reconhecidos pelo mercado informam o tamanho do mercado futuro. O presente artigo integra a pesquisa que embasará a dissertação de mestrado a ser apresentada no programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP.