In Brazil, 2014 was marked by a low economic growth, with only 0.1% GDP increase; a high inflationary environment, with an inflation rate of 6.41%; and a rising level of interest rates, taking the Brazilian prime rate to end the year at 11.65%. The real estate market, as a result of a weak macroeconomic environment, also showed signs of slowdown, with the fall in real estate assets prices, releases decrease, inventories increase and a potential period of exhaustion of the source of funding by the Brazilian Savings System and Loan. The outlook for 2015 is not better than the scenario witnessed in 2014; when the majority of developers were led to two main circumstances: (1) greater need for alternative sources of funding to meet its obligations and (2) increasing interest in mitigating the perceived risk of their portfolios by diversifying investments. Given this scenario, the purpose of this paper is to demonstrate how a share sale of a real estate project can be a source of funds for developers and sustain its growth. The great relevance in this comes from the increase will of originator to change its investment position, what turns to be a good time for investors to allocate their resources. It was concluded, from the study case, that the share sale is a smart option for the originator, since it decreases the need for own resources in the short term, although it leads to sharing the project future results. Therefore, this cash inflow can be a source of funding to the project itself, as also can be a source of funding for additional projects.

No Brasil, o ano de 2014 foi marcado por um baixo ritmo de crescimento econômico, apresentando um pequeno aumento do PIB de cerca de 0,1%1; um ambiente inflacionário elevado, com o IPCA alcançado o valor acumulado de 6,41%2; e um ascendente patamar de juros, levando a SELIC ao fim do ano a 11,65%3. O mercado imobiliário, como resultado de um cenário macroeconômico fraco, também apresentou sinais de desaquecimento, com a desaceleração dos preços dos ativos imobiliários, diminuição dos lançamentos, aumento dos estoques e potencial período de exaustão da fonte de financiamento pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). A perspectiva para 2015, não se mostrando melhor que o cenário observado em 2014, tem levado a maioria das incorporadoras a duas situações principais: (1) maior necessidade de fontes alternativas de funding para cumprimento de suas obrigações e (2) crescente interesse em mitigar o risco percebido de seus portfólios através da diversificação de seus investimentos. Dado este cenário, o objetivo deste trabalho é referenciar, a partir de um estudo de caso, como a venda de participação societária pode representar uma complementação da fonte de recursos para as incorporadoras e sustentar seu crescimento. Esta prática se mostra de muita relevância, pois no momento que aumenta a disposição do originador em mudar sua posição de investimento, há um momento propício para que os investidores aloquem seus recursos. Concluiu-se, a partir do estudo de caso, que se trata de uma opção atrativa para o originador, uma vez que há diminuição relevante na necessidade de recursos próprios a curto prazo, embora tenha como certo a partilha de resultado futuro do empreendimento. Assim, esta entrada de recursos adicionais pode servir como funding para uma possível necessidade de caixa do próprio projeto como até mesmo para o investimento em projetos adicionais.