Large commercial or residential condominiums require careful management of their operation, especially in the physical/infrastructure issues, such as construction. Since 2014, a standard establishes a system of management in building renovations. Having undergone a review in 2015, NBR 16.280 contributed to real estate management, in order to provide guidelines and assign responsibilities. One of the frequent problems previously found in works done by condominium owners was the lack of communication and even acquiescence of the condominium manager. The unfortunate peak of this situation occurred in 2012, when, in Rio de Janeiro, an entire building collapsed due to the sum of interventions it passed. Sometime after that, autoinspection in buildings became mandatory, and the building renovation standard was set. The article discusses how condominial management has been affected by the standard, especially in medium/large size works, using as case study the renovation of a residential penthouse of 400m², in Ipanema, Rio de Janeiro. The renovation has implied, among many other things, impacts from demolitions and expansion of the structure by the inclusion of metal parts; deviations in the building pipes and interruptions in their supplies; demand for the daily use of spaces for receiving/storing supplies of materials and litter dumps in building’s collective area. The condominial management had to deal with this whole range of problems. Even with the effort of all the professionals involved, there are at least two distinct sides in the matter, the condominium and the owner promoter of the work. Not always, the two are consistent, but as the first has responsibilities by all the others, the standard will eventually help to mitigate any problems and resolve doubts. Despite the fact that there has already been a first revision, others will be necessary, such as the more stratified establishment of (co)responsibilities, which will make it easier to manage situations such as the one presented.

Grandes condomínios comerciais ou residenciais requerem uma atenta gestão ao seu funcionamento, especialmente nas questões físicas/de infraestrutura, que envolvem obras civis. Desde 2014, há uma norma que estabelece um sistema de gestão em reformas. Já tendo sofrido uma revisão em 2015, a NBR 16.280 veio contribuir com a gestão imobiliária, no sentido de fornecer diretrizes e atribuir responsabilidades. Um dos frequentes problemas até então encontrados em obras realizadas por condôminos era a falta de comunicação e mesmo aquiescência do gestor do condomínio. O infeliz ápice dessa situação ocorreu em 2012, quando, no Rio de Janeiro, um edifício inteiro desabou e levou ao desabamento outras duas edificações devido ao somatório de intervenções pelas quais passou. Não somente a partir daí passou a ser obrigatória a autovistoria nos edifícios como foi publicada a “norma da reforma”. O artigo discute como a gestão condominial vem sendo afetada pela norma, sobretudo em obras de médio/grande porte, utilizando como estudo de caso a reforma/acréscimo de uma cobertura linear residencial de 400m², em Ipanema, Rio de Janeiro. A reforma implicou, entre muitas outras coisas, em impactos oriundos de cortes/demolições e ampliação da estrutura pela inclusão de peças metálicas; desvios nas instalações prediais e interrupções nos seus fornecimentos; demanda pela utilização diária de espaços para recebimento/guarda de materiais de suprimentos e caçambas de entulho nas áreas comuns do edifício. Coube à gestão condominial lidar com toda essa gama de problemas. Mesmo com o esforço dos profissionais envolvidos, há no mínimo dois lados na questão, o condomínio e o condômino promotor da obra. Nem sempre os dois interagem de forma positiva, mas como o primeiro tem responsabilidade por todos os demais, a norma acabar por auxiliar na mitigação de eventuais problemas e dirimir dúvidas na determinação de responsabilidades. Apesar de já ter havido sua primeira revisão, outras se farão necessárias, como o estabelecimento mais estratificado de (co)responsabilidades, que tornarão mais fácil a gestão de situações como a apresentada.