The Minha Casa Minha Vida Program, called the PMCMV, was launched in March 2009 by the Federal Government, with the main objective of reducing the housing deficit by encouraging the purchase of real estate. The program was designed to serve three distinct portions of the population, establishing three tracks, ranging from the minimum family income of R$ 1,800.00 to R$ 7,000.00 as the maximum collection of track 3. Since then the program has expanded both from the point financial as well as territorial, bringing with it the various real estate agents who worked in other segments and also new players that arose during the period. According to Secovi, through information from Embraesp (Brazilian Company for Heritage Studies) there was a real estate recovery in 2017, representing about 48% over 2016. Of the more than 28 thousand units launched in the city of São Paulo , the characteristics that predominated were those included in the Minha Casa Minha Vida Program. We can clearly see the representativeness of the production of "economic" real estate among the relevance of the sector, changing its map of performance that in the 2000s brought high-income properties as protagonists. Through the information provided by Embraesp, Caixa Econômica Federal and CBIC - the Brazilian Chamber of Construction Industry, the objective of this study is to highlight the production of PMCMV projects, their agents and products during the period and to outline the main changes and political and urban issues that resonated with the fact.

O Programa Minha Casa Minha Vida, o chamado PMCMV, foi lançado em março de 2009 pelo Governo Federal tendo como principal objetivo a redução do déficit habitacional por meio do incentivo à compra de imóveis. O programa foi desenhado para atender três porções distintas da população, estabelecendo três faixas, que vão da renda mínima familiar de R$ 1.800,00 até R$ 7.000,00 como arrecadação máxima da faixa 3. Desde então o programa se expandiu tanto do ponto de vista financeiro como quanto territorial, trazendo consigo os diversos agentes imobiliários que atuavam em outros segmentos e também novos players que surgiram durante o período. Segundo o Secovi, por meio das informações da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio) houve uma recuperação do setor imobiliário no ano de 2017, representando cerca de 48% superior à 2016. Das mais de 28 mil unidades lançadas na cidade de São Paulo, as características que predominaram foram as enquadradas no Programa Minha Casa Minha Vida. Vê-se claramente a representatividade da produção de imóveis“econômicos” dentre a relevância do setor, mudando seu mapa de atuação que nos anos 2000 traziam osimóveis de alta renda como protagonistas. Por meio das informações fornecidas pela Embraesp, Caixa Econômica Federal e CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o objetivo do presente estudo é evidenciar a produção de empreendimentos pertencentes ao PMCMV, seus agentes e produtos, durante o período e traçar as principais mudanças e questões políticas e urbanas que tiveram ressonância ao fato.