Based on the premise that the production of cities in Brazil has been changing profoundly in the recent period (years 2000), with the production of the built environment as the main vector of socio-spatial transformations, this paper analyzes and seeks to undertake a synthesis of the impacts evidenced in the cities of Goiânia metropolis (capital of the State of Goiás). Among the main determinants of this process are: changes in the real estate circuit, in the context of financial globalization; the dynamism of the national real estate market in the pre-

crisis period 2015 (considered one of the best countries for investment between 2009 and 2013 by AFIRE); the restructuring of the public housing policy, which promoted the expansion of subsidies and financing (through state funds contributed to the private sector) and the resumption of public provision from the programs Crédito Solidário, PAC Urbanização and

Minha Casa Minha Vida. In the case of Goiás, this dynamism also adds to the actions of the state housing check program (ICMS credit granted for construction, improvement / extension of housing), reformulated in its normative framework to support partnerships with the Federal Government (via "Complementary Check").

This set of factors triggered a series of urban transformations, such as: the displacement of social housing to perimetropolitan areas; (MRV, Tenda, PDG, Rossi, Living, Viver, among others), the production of the economic segment of real estate on the edges of the city and the "peripheralization of verticalization", from the MCMV / PNHU. coupled with the trend of launching new planned neighborhoods in the vicinity of urban parks; to the high standard verticalization, both residential and business (life style, mixed use and corporate slabs) and the imposing CHFs (the "rich periphery"), has consolidated a new pattern of urbanization ("morphological expanded"), residential segregation, new ways of living and sociabilities, and the metropolization of the young capital of the cerrado.
 

Partindo da premissa de que a produção das cidades no Brasil vem se alterando profundamente no período recente (anos 2000), tendo na produção do ambiente construído o principal vetor das transformações socioespaciais, este paper analisa e procura empreender uma síntese dos impactos evidenciados na urbes metropolitanas de Goiânia (capital do Estado de Goiás). Entre os principais fatores determinantes desse processo, consideram-se: as alterações no circuito imobiliário, no contexto da globalização financeirizada; o dinamismo do mercado imobiliário nacional no período pré-crise 2015 (considerado um dos melhores países para investimento, entre 2009 e 2013, pela AFIRE); a reestruturação da política pública de habitação, a qual promoveu expansão dos subsídios e dos financiamentos (via fundos estatais aportados ao setor privado) e a retomada da provisão pública a partir dos programas Crédito Solidário, PAC Urbanização e Minha Casa Minha Vida. No caso de Goiás, esse dinamismo soma ainda as ações do programa estadual Cheque Moradia (crédito outorgado de ICMS para construção, melhoria/ampliação de moradias), reformulado em seu arcabouço normativo visando amparar as parcerias com o Governo Federal (via “Cheque Complemento”).

Esse conjunto de fatores desencadeou uma série de transformações urbanísticas, como: o deslocamento da habitação social para áreas perimetropolitanas; a produção do segmento econômico de imóveis nas bordas da cidade e a “periferização da verticalização”, a partir do MCMV/PNHU, com a presença de grandes Incorporadoras (MRV, Tenda, PDG, Rossi, Living, Viver, entre outras); que somadas ao modismo de lançamentos de novos bairros planejados nas imediações de parques urbanos; à verticalização alto padrão, tanto residencial quanto business (life style, mixed use e lajes corporativas) e aos imponentes CHFs (a “periferia rica”), vemconsolidando um novo padrão de urbanização (“morfológico expandido”), de segregação residencial, novos modos de morar, novas sociabilidades e a metropolização da jovem capital do cerrado