This paper focus on the evolution of the social-spatial segregation process in the cities, which reaches the rural area, isolating and restricting the access of their inhabitants to different activities. It establishes the importance of improving the accessibility of the individuals who live in the rural area, by means of the transportation system, as a manner of mitigating the differences of opportunities that impact them, mainly the ones in school age. The main objective of the paper is to analyze the accessibility to urban schools by the students who live in the rural area, considering the walking distance and the time spent in the vehicle, as variables that impact the daily trips. The accessibility patterns were evaluated in regard to the trips from the residence to the bus stop (walk trip) and the trips from the bus stop to the schools (by bus). The results of a survey carried on with experts in the areas of education and transport are also shown. The objective of this survey was to find out the maximum acceptable distance that can be covered by foot and the maximum acceptable trip time to the school. These results are compared with the values found in the literature and the necessity of planning for the rural school transportation in Brazil is emphasized as a means of attaining a larger special equity among the students.

Este artigo aborda a evolução do processo de segregação sócio-espacial nos municípios, que atinge a área rural, isolando-a e restringindo o acesso de seus moradores à diferentes atividades. Estabelece a importância da melhoria da acessibilidade à cidade pelos residentes na zona rural, através do sistema de transportes, como forma de mitigar as diferenças de oportunidades que atingem os moradores do campo, em especial aqueles em idade escolar. O principal objetivo é analisar a acessibilidade às escolas urbanas pelos alunos da zona rural, levando-se em consideração as distâncias percorridas a pé e o tempo de viagem dentro do veículo, variáveis que interferem nos deslocamentos diários. As condições de acessibilidade foram avaliadas considerando os deslocamentos residência x ponto de embarque (feito a pé) e ponto de embarque x escola urbana (feito por modos motorizados). São mostrados, neste artigo, os resultados da pesquisa realizada com profissionais das áreas de educação e transportes para obtenção dos valores máximos de distância percorrida a pé e de tempo de viagem até à escola. Comparam-se os resultados obtidos com aqueles encontrados na revisão de literatura e enfatiza-se a necessidade de planejamento para o transporte rural escolar no Brasil, como forma de conseguir uma maior equidade espacial entre os estudantes do campo.