Build-to-suit real estate assets are tailor made developments for the tenant purposes, who occupies and operates the property for the duration agreed. Given the peculiarities of these contracts and the specificities of the property, this article aims at analyzing the sources of capital and how these funds are mixed and structured for the developments. The article discusses the risks and benefits of each of these funding structures assuming the role of developer.

In order to do this study and establish the funding structures shown, the research starts with a review of the current practices in Brazilian real estate market (based on press releases and prospects of deals), of local research papers, and will use the knowledge created at the Real Estate Research Group at Escola Politécnica at Universidade de SãoPaulo. Since it’s necessary to validate the solutions proposed, Brazilian laws and Comissão de Valores Mobiliários (CVM) norms are reviewed.

Funding sources considered will be treated as (1) equity: developers own funds, partnership (via capital or real state– mainly land – investment), or Fundo de Investimento Imobiliário (Brazilian investment structure comparable to REITs); or as (2) debt: banks traditional credit lines, securitization of receivables with CRI emissions, and debt bond emissions. The funding structures presented are mixes of these sources. The analysis shows that the structures best suited for this purpose are those with debt by securitization with CRI emissions, along with the complete investment by a FII but only with large emissions and having the FII as the sole owner of the real estate.

Empreendimentos build-to-suit são aqueles em que o locador desenvolve um imóvel sob medida para o locatário, que o ocupará pelo prazo previsto em contrato. Dadas as peculiaridades desse tipo de contrato no contexto do real estate, o objetivo deste artigo é analisar as diferentes origens de recursos (fontes de funding) e a forma como eles são empregados (estruturas de funding) para desenvolver os empreendimentos, e discutir as vantagens e riscos dessas estruturas de funding do ponto de vista do empreendedor, que também é o locador.

De forma a desenvolver este estudo e formatar as estruturas de funding apresentadas, parte-se de uma revisão das práticas atuais do mercado imobiliário brasileiro (através de notícias veiculadas na mídia e de prospectos de negócios realizados), da literatura brasileira sobre o tema e do conhecimento gerado no Grupo de Real Estate da Escola Politécnica da USP. De maneira a verificar a validade legal das soluções, é realizada uma checagem com base na legislação brasileira e nas normas da Comissão de Valores Mobiliários.

Considera-se fontes de funding aquelas tratadas (1) como equity: capital próprio do empreendedor, capital de parceiros (e sócios) no empreendimento na forma de dinheiro ou imóveis (notadamente, o terreno onde será construído o empreendimento), ou investimento de Fundo de Investimento Imobiliário (FII); e (2) como dívida: financiamento bancário, securitização dos recebíveis de aluguéis com CRI ou debêntures. As estruturas de funding apresentadas serão combinações dessas fontes. A análise evidencia que estruturas com financiamento por securitização e emissão de CRI são as mais adequadas de forma geral para os negócios, assim como o investimento completo por FII para negócios de maior porte e nos quais o FII é proprietário direto do empreendimento.