Mobility is a recurring theme in the debate on urban issues. It is through it that is life in the cities, which determines the location of the various activities and who determines the course of urban development of each place. It is clear that the chaos in urban mobility, even in medium-sized cities, has hindered the right of movement of citizens. This is due to unbridled political encouragement to private transport and the scrapping of urban transportation. In Brazil, the urban transportation until the 50s, was operated primarily by individual licensees, through small vehicles such as smaller buses, micro-buses and vans, which are the responsibility of the municipalities their management. In the 1970s, the industry was controlled by the federal government through the creation of various organs of control, as EMTUs - Metropolitan Company of Urban Transport and the EBTU - Brazilian Urban Transport Company, for example. However, with the Federal Constitution of 1987, responsibility for the sector has returned to the municipalities. At the municipal level, Passo Fundo/RS, it is clear that there is a lack of investment in this area. The last major investment in infrastructure dating from the 1980s, with the removal of the downtown tracks and the opening of perimeter roads east and south. Since then, specific changes has been implemented, primarily with paving and change the way streets. Likewise, public transport never received significant improvements. The changes occurred primarily through expansion of lines and schedules. This is job objective, presenting the urban transportation system of the city and to present possible solutions for better mobility and urban sustainability.

A mobilidade é tema recorrente nos debates sobre questões urbanas. É através dela que ocorre a vida nas cidades, que se determina a localização das mais diversas atividades e que se determina o rumo do desenvolvimento urbano de cada lugar. É notório que o caos na mobilidade urbana, mesmo em médias cidades, tem dificultado o direito de ir e vir dos cidadãos. Isso se deve a uma política desenfreada ao incentivo ao transporte individual e ao sucateamento do transporte coletivo urbano. No Brasil, o transporte coletivo urbano, até a década de 50, era operado basicamente por permissionários individuais, através de veículos de pequeno porte, como ônibus menores, micro-ônibus e kombis, sendo de responsabilidade dos municípios o seu gerenciamento. Nos anos de 1970, o setor passou a ser controlado pelo governo federal através da criação de diversos órgãos de controle, como as EMTUs – Empresas Metropolitanas de Transportes Urbanos e a EBTU – Empresa Brasileira de Transportes Urbanos, por exemplo. No entanto, com a Constituição Federal de 1987, a responsabilidade sobre o setor voltou a ser dos municípios. Na esfera municipal, Passo Fundo/RS, percebe-se que há uma carência de investimentos nessa área. Os últimos grandes investimentos em infraestrutura datam da década de 1980, com a retirada dos trilhos do centro da cidade e a abertura das vias perimetrais Leste e Sul. Desde então, mudanças pontuais vem sendo implantadas, basicamente com pavimentação e alteração no sentido de vias. Da mesma forma, o transporte coletivo nunca recebeu melhorias significativas. As alterações basicamente ocorreram através de ampliação de linhas e horários. Este é objetivo do trabalho, apresentar o sistema de transporte coletivo urbano da cidade, bem como apresentar soluções possíveis para uma melhor mobilidade e sustentabilidade urbana.