To reduce the housing deficit in Brazil, the Minha Casa Minha Vida (PMCMV) was created, an alternative to low-income people realize the dream of getting their own house. In pursuit of this dream and provide qualified physical space for their community, a group of women formed a non-governmental organization and has partnered with the university, to monitor the implementation of low-income allotment with public funding by PMCMV. The project is supervised by the Caixa Econômica Federal, an bank that also complements the funding to enable the entire building area of 210 dwellings by borrowing households. This article presents the trajectory of implementation of Canaã allotment, the training activities of housing self-management process and projects of low-income housing. The reflections as self-management, empowerment of communities in the production of space, the periphery, the homogeneity and the required possibility of future expansion of low-income housing, are presented in the results of this experience, which can be classified as inherent to contemporary urbanism.

Para minimizar o déficit habitacional no Brasil, foi criado o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), uma alternativa para as pessoas de baixa renda concretizarem o sonho de obter a casa própria. Em busca deste sonho e de proporcionar espaço físico qualificado para sua comunidade, um grupo de mulheres formou uma entidade não governamental e firmou parceria com instituição de ensino superior, para acompanhamento da implementação de loteamento de interesse social com financiamenro público pelo PMCMV. O empreendimento é fiscalizado pela Caixa Econômica Federal, instituição que também complementa o financiamento para viabilizar a totalidade de área construída das 210 habitações, mediante empréstimo as famílias. Este artigo apresenta a trajetória de implementação do loteamento Canaã, as ações de qualificação do processo de autogestão habitacional e dos projetos das habitações de interesse social. As reflexões quanto a autogestão como alternativa ao mercado imobiliário convencional, o empoderamento das comunidades na produção do espaço, a periferização, a homogeneidade e a necessária possibilidade de ampliação futura das habitações de interesse social, são apresentadas nos resultados desta experiência, que pode ser classificada como inerente ao urbanismo contemporâneo.