Shopping centers (SCs) have been typically classified as low-risk real estate investments, once operating and consolidated. In this sense, investing in these undertakings has been historically made by real estate investors, while other investors buy shares of the shopping malls only when they are ready and operating, usually looking for a conservative investment and a stable income. Thus, real estate enterprises and entrepreneurs, sometimes united, other times leveraged by commercial banks, have been the main financing agents of the investment in SCs.

Following this tendency, the present article aims to gather data on SC investments and manipulate them in order to identify, quantify and qualify the recent evolution of such investments. This path compiles numbers and facts about the evolution of the companies’ investment and about the financing agencies, thus informing general and determinant aspects to the sector in recent years. Following another path of research, the text seeks to identify new tendencies, new entrepreneurs and their relevance, exploring ad finding information and data. Here, investors that buy shares of shopping malls during the operating cycle (pension funds, fundos imobiliários, similar to the American REITs, fundos de investimento em participações, somewhat similar to the American private equity funds) are considered, especially since they have gained more relevance during the last two decades.

In conclusion, the research is developed by compiling data from the project finance of many SCs, especially the ones that belong to public companies, usually more relevant to their surrounding area and to the economy of the sector. Direct research with companies, institutional investors and the BNDES also complement the study. The present article has been cut from a major work and shows partial numbers and facts still not completely realized; however, it can be foreseen some results that lighten how companies’ investment has evolved and how public financing has grown recently.

Os shopping centers (SCs) estiveram tipicamente enquadrados, ao longo da evolução do setor, na classe dos ativos imobiliários de baixo risco, uma vez em operação e consolidados. Nesse sentido, o financiamento do investimento nesses empreendimentos tem sido, historicamente, encampado pelos investidores imobiliários e, somente quando a base física está pronta, outros investidores, geralmente buscando renda homogênea conservadora, adentram o investimento em tais negócios. Assim, empresas e empresários do ramo imobiliário, muitas vezes aglutinados, e outras vezes alavancados por financiamentos de bancos comerciais, tem sido os grandes agentes de investimento em shoppings. Seguindo essa linha de tendência, o presente artigo busca levantar dados acerca dos investimentos em SCs e manipulá-los de modo a identificar, quantizar e qualificar a evolução recente de tais investimentos. Assim, esse ramo da pesquisa segue um caráter de compilação de números e fatos sobre a evolução dos investimentos próprios de empresas e dos financiadores, visando informar aspectos gerais e determinantes para o setor nos últimos anos. Perfazendo um segundo ramo, a pesquisa procura identificar novas tendências, novos empreendedores e sua relevância, seguindo, pois, um caráter de exploração de informações. Aqui, são considerados os investidores que tipicamente adentram empreendimentos de base imobiliária na fase operacional, quais sejam, fundos de pensão, fundos imobiliários e fundos de investimento em participações, que justamente tem adquirido maior relevância ao longo das duas últimas décadas.

A pesquisa se desenvolve, portanto, por meio da compilação dos dados de diversos empreendimentos shopping centers, sobretudo daqueles pertencentes a grupos de capital aberto, bastante relevantes para a economia do setor e para as regiões onde estão implantados. Pesquisas diretas com empresas, investidores institucionais e o BNDES também complementam o estudo. O presente artigo constitui um corte de um trabalho maior, e apresenta, portanto, números parciais e fatos ainda não integralmente realizados, mas já permite antever alguns resultados que elucidam como os investimentos próprios das empresas tem evoluído e como o financiamento de SCs tem aumentado nos últimos anos.