Buildings considered "green", "sustainable" or with some of the labels of sustainability and energy efficiency are increasingly present in several real estate projects in the country, with trend growth. Besides the great prominence of the ventures promoted by marketing, consumers are, slowly, forming their environmental awareness. However, the appeal found immediately comes by the economy of financial resources that such buildings can provide its occupants. In the consumers' point of view, ENCE (National Energy Efficiency Label) can be understood as a classification with simple and immediate assimilation, by using the association with the grant given to home appliances. Nowadays, a consumer does not purchase a single device without a label of "A" level (lower power consumption), much less an equipment with a classification that indicates a higher power consumption (with the letter "E ", the worst category for most devices). This reasoning is applied to products whose average life span is around ten years. By identifying the same classification of a property whose life span is of at least fifty years, the people’s perception is almost immediate in the sense that a property with a rating of "A" is more appropriate for purchase / use instead a property with a lower rating. However, there are certain elements in the labeling process that can block some ventures of reaching the highest level of energy efficiency label, even before its first design be initiated. For instance, may be mentioned the case of some residential buildings with apartments receiving air flow from only one facade. The simple fact of not having cross ventilation prevents the building from reaching the ratings "A" or "B". In practice, for the investor, this condition translates, in most cases, the necessity to propose or to invest in projects of ventures that contain a maximum of four units in each floor, so that they all have ventilation from two different facades. Thus, through the analysis of the Energy Efficiency Labeling, the article aims to show how some points might become decisive for the investor, sometimes in the moment before the choice of land and its different orientations, in order to be sure construct a building that can be classified as an energy efficient product.

Edifícios com características “verdes”, “sustentáveis” ou classificados segundo alguns dos selos de sustentabilidade e eficiência energética se fazem cada vez mais presentes nos diversos empreendimentos imobiliários no país, com tendência ao crescimento. Além do forte destaque promovido pelo marketing dos empreendimentos e de sua potencial valorização imobiliária, os consumidores estão formando, aos poucos, sua consciência ambiental. Contudo, o apelo vislumbrado de modo mais imediato é a economia de recursos financeiros que tais edifícios podem proporcionar a seus ocupantes. Do ponto de vista do ‘consumidor’ de imóveis, a ENCE (Etiqueta Nacional de Eficiência Energética) pode ser entendida como a classificação de assimilação mais simples e imediata, pela associação com a sua concessão a eletrodomésticos. Nos dias atuais, dificilmente um consumidor adquire um equipamento sem que veja nele uma etiqueta de classificação “A” (menor consumo de energia), ou ao contrário, adquira algum que possua uma classificação que indique um maior consumo de energia (sendo a letra “E” a pior categoria, para a maioria dos equipamentos). Esse raciocínio é assim aplicado em bens cuja vida útil média é de cerca de dez anos. Ao identificar a mesma classificação em um bem que naturalmente tem um consumo energético maior, e com vida útil de no mínimo cinquenta anos, é quase imediata a percepção das pessoas no sentido de que um imóvel com uma classificação “A” é bem mais apropriado para aquisição/uso do que um imóvel com uma classificação inferior. Porém, há determinados elementos no processo da classificação que podem impedir que alguns empreendimentos alcancem o nível máximo da etiqueta de eficiência energética, antes mesmo de ser feita sua concepção projetual. Como exemplo, podem ser citados prédios residenciais que contenham unidades que ventilem para uma fachada apenas. O simples fato de não possuírem ventilação cruzada os impede de alcançar as classificações “A” ou “B”. Na prática, para o incorporador, isso se traduz, na grande maioria dos casos, em propor/investir em projetos de empreendimentos que configurem no máximo quatro unidades por andar, de modo que todas elas tenham ventilação por duas fachadas diferentes. Desse modo, por meio da análise dos regulamentos para a classificação de eficiência energética, o trabalho pretende mostrar como alguns pontos podem ser decisivos para o incorporador, às vezes, antes mesmo da escolha do terreno e sua orientação, de modo a assegurar que o futuro empreendimento possa ser classificado como ‘energeticamente eficiente’.