Between 2005 and 2017, investments in Brazilian Real Estate Investment Trusts (FIIs) listed in BM&F increased. During the period of crisis from 2014 to 2017, the investment growth rate decreased, but the volume traded remained relatively high. The objective of this research was to analyze the performance of the FIIs listed on BM&F Bovespa, aiming to verify if this kind of investment is attractive in times of economic crisis. This is a quantitative research using document analysis of data published by BM&F. Indicators for investment return and risk (volatility and liquidity) were calculated for a sample in the period from July 2013 to December 2017. In addition, returns were analyzed segregated by FII segments. As a result, for the period of study, it was obtained a median monthly return rate of 0.56% and a mean monthly return rate, weighted by the traded volume, of 0.33%. In the same period, the monthly rate of IPCA was of 0.12%, the CDI of 0.79% and the Ibovespa of 0.47%. It was observed that the investment return rate varied significantly among the different FII segments. Regarding volatility, the standard deviation of the median monthly return rates was 3.77% for the sample, against 1.14% of the CDI and 11.01% of the Ibovespa. The median traded volume of the FIIs of the sample was R$ 1.9 million per month. It was concluded that the investment in FIIs during the economic crisis was, in terms of risk vs. return, generally more attractive than the Ibovespa and less attractive than the CDI. It should be noted, however, that the indicators presented a significant amplitude in the sample.

Entre 2005 e 2017, cresceram os investimentos em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) listados na BM&F. Durante o período de crise econômica entre 2014 e 2017, a taxa de crescimento diminuiu, mas o volume negociado manteve-se em patamares relativamente elevados. O objetivo dessa pesquisa foi analisar o desempenho dos FIIs listados na BM&F Bovespa visando verificar se esse produto de investimento é atrativo como forma de proteção de capital em épocas de crise econômica. Trata-se de uma pesquisa quantitativa por meio de análise documental, valendo-se de dados públicos disponibilizados pela BM&F. Com base nos dados coletados, foram calculados indicadores de retorno e risco (volatilidade e liquidez) para uma amostra de FIIs, e comparados com os índices IPCA, CDI e Ibovespa, para um período de estudo de julho/2013 a dezembro/2017. Ainda, analisou-se o retorno por segmento de atuação dos FIIs. Como resultado, durante o período de estudo, a taxa de retorno mediana, equivalente ao mês, foi de 0,56% e a taxa de retorno média, ponderada pelo volume negociado, equivalente ao mês, foi de 0,33%. No mesmo período, observou-se uma taxa equivalente ao mês do IPCA de 0,12%, CDI de 0,79% e Ibovespa de 0,47%. Observou-se que a taxa de retorno variou significativamente entre os diferentes segmentos de FIIs. Quanto à volatilidade, o desvio-padrão dos retornos medianos, acumulado para o período de estudo, foi de 3,77% para a amostra, contra 1,14% do CDI e 11,01% do Ibovespa. A mediana do volume mensal negociado dos FIIs da amostra foi R$ 1,9 milhões/mês. Concluiu-se que o investimento em FIIs durante a crise se mostrou, em termos de risco x retorno, em geral mais atrativo do que a Ibovespa e menos atrativo do que o CDI. No entanto, ressalva-se que todos indicadores apresentaram grande amplitude para a amostra.